segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ACUPUNTURA SEM AGULHAS

                                                

O que é?

O hai hua é um recurso eletromagnético utilizado com embasamento na Medicina Tradicional Chinesa para o tratamento de uma grande quantidade de patologias. São eletrodos aplicados sobre os pontos de acupuntura podendo ser colocados nos pontos de dor, ou fixando um eletrodo e movendo o outro ao mesmo tempo.
Ele tem imãs que liberam cargas eletromagnéticas, permitindo a estimulação de pontos do corpo humano, assim como fazem as agulhas. Cada estímulo tem duração de cerca de um minuto. A ação de cada eletrodo equivale ao estímulo simultâneo de 132 agulhas, desobstruindo os meridianos, ativando a circulação sangüínea e reequilibrando a energia vital do organismo.
É a acupuntura sem agulhas.

Como funciona

O funcionamento do hai hua é extremamente simples e a ausência de riscos na aplicação, permite que o equipamento seja facilmente manuseado.
Os pontos de acupuntura e os meridianos são estimulados por meio dos eletrodos. O tecido celular recebe as cargas dos eletrodos e altera-se, equilibrando a proporção entre íons de sódio e de potássio. Com isso, obtém-se o fortalecimento da célula, aumentando, assim, a sensibilidade da pele.
A onda emanada ativa diversas substâncias químicas do organismo, que promovem a desobstrução dos meridianos, ativando a circulação do sangue e reequilibrando a energia vital do organismo, inclusive, propiciando a recuperação dos tecidos. A intensidade da potência elétrica é feita de forma diferente para cada pessoa, pois existem diferenças de sensibilidade e resistência entre elas.

Indicações

Seus resultados são eficazes, principalmente em casos de estresse, doenças crônicas e agudas, dores na coluna, enxaquecas, entorses, DORT/LER, artrose e nevralgia.
No caso de dores crônicas e agudas, ele consegue uma resposta rápida do organismo.
Os eletrodos também podem ser usados para massagear o corpo, ao invés de fazê-lo manualmente.


Acupuntura e alimentação na menopausa

                                    
As famosas “ondas” de calor, típicas da menopausa, são queixas comuns na clínica de acupuntura. Sinais e sintomas como secura vaginal, irritabilidade, dor de cabeça, insônia, diminuição da libido, menstruação irregular e ondas de frio também podem estar associados a este período em que há diminuição da produção de estrógeno.

A amora, Morus alba ou Morus nigra , é conhecida como “planta reguladora dos hormônios”, pois estimula a produção hormonal pelo próprio organismo. Desta forma, é indicada para combater os sintomas da menopausa, uma vez que estimula a produção de estrógeno.  Recomendo a ingestão na forma de chá (da folha ou casca/caule) ou de tintura (deve-se diluir 30 gotas em água e ingerir 3 vezes ao dia, por no máximo 90 dias). A tintura é facilmente encontrada em farmácias de manipulação.

Outros benefícios da amora são: anticancerígena, combate a osteoporose, depurativa do sangue, anti-séptica, vermífuga, digestiva, calmante, diurética, laxativa, refrescante e antioxidante. Previne infecções urinárias, úlceras e câncer de estômago. Melhora o funcionamento do fígado e dos rins, diminui a pressão arterial e a glicemia.

De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, a menopausa ocorre pela deficiência de Yin do Rim, com conseqüente “fogo”  no Coração. O tratamento consiste, portanto, em tonificar o Yin do Rim e tratar os sinais e sintomas de calor. A amora enquadra-se perfeitamente nesta caso, pois fortalece o Yin do Rim e do Fígado, além de diminui o calor diretamente por ser de característica energética fria.

Outros alimentos indicados para a menopausa (tonificam o Yin e dispersam o calor) são: soja, umeboshi (ameixa japonesa), suco de melancia, suco de melão com hortelã, ovo de codorna, repolho, morango, feijão preto, verduras verde-escuras, clara de ovo, pêra e maçã. Introduza estes alimentos de forma que se tornem comuns em sua dieta.

É importante lembrar que o acompanhamento médico é essencial e que os alimentos indicados são importantes auxiliares no tratamento e prevenção das doenças, mas podem não substituir as medicações.